Vá, faça força que já vejo a cabecinha...
Depois de muito ler sobre vaginite atrófica; após noites contínuas indagando sobre os métodos de inspecção vaginal com o uso do espéculo e da técnica de palpação bimanual; após horas e horas de leitura funda sobre a patologia do aparelho reprodutor feminino, e depois de um exame oral e escrito, eis que me sinto com tempo para expor uma grande falácia dos tempos modernos, falácia essa "perpetuada" ("rais parta o acordo ortográfico") por uma indústria cinematográfica asséptica de impurezas, pelas revistas femininas que retratam as mulheres grávidas aplicando camadas de photoshop (ou como o meu pai diz "camadas betuminosas de tintas") e pelos anúncios televisivos que mostram as grávidas no fim do terceiro trimestre com sorrisos escancarados dizendo - "Eu uso creme hidratante à base de óleo de flores que nascem no cume do monte Kuntuntaipai para que a minha pele se sinta plena de vitalidade".
Antes de começar o meu estágio em Ginecologia e Obstetrícia nada sabia sobre o que se passa nas salas de parto. Um grande amigo meu costumava dizer-me que um parto "é um campo de batalha" mas eu nunca decidira aprofundar a veracidade daquela declaração até que fui confrontado com a dura realidade. Na minha primeira aula prática assisti a um parto vaginal. Há quem diga que há pessoas que "nascem para uma vida de merda", mas eu nunca pensei que esta expressão pudesse ser seguida tão à letra. Nessa minha primeira aula prática, a senhora que "dava à luz" o seu rebento tanto puxou e fez força que o inevitável relaxamento esfíncteriano se produziu e deu aso a uma torrente excrementícia. Por outras palavras, borrou-se toda... O puto lá nasceu sem problemas, mas fiquei a pensar que o parto afinal de contas era um fenómeno que diferia muito dos cenários em que o pai está especado de câmara de filmar na mão e a mulher solta um "ai ai ai" semelhante a um "ai ai ai" da cólica abdominal dos obstipados crónicos. O meu segundo parto ainda foi melhor. Pensava eu que a criancinha que aí vinha se tinha livrado da torrente de merda (há mães que conseguem puxar por um lado e contrair por outro, digo eu...) quando constatei que afinal era cabeçudo. Crianças com cabeças grandes são uma chatice para a mãe que vai fazendo força. Mas a medicina contemporânea arranjou uma maneira de aliviar o parto dos cabeçudos. Faz-se uma incisão na vagina, até ao músculo, para que o canal fique mais amplo - "Ó pai, filma lá a tua mulher agora com uma laceração de metro e pensa que durante uns tempos não vais ter fruta..."
Há, no entanto, situações que chegam ao absurdo. Um amigo meu que estava de urgência na sala de partos presenciou a chegada de uma adolescente de um meio sócio-económico desfavorável (na minha terra diz-se pobre e com pouca educação) em trabalho de parto. Enquanto a grávida fazia força e berrava, o meu amigo constatou que não saiam excrementos mas sim esparguete... - "Ó Jim, esparguete? Sim, esparguete..." - A senhora tinha lombrigas, e pelos vistos também queriam nascer, vir ao mundo, receber a luz do senhor...
Um parto tem muito que se lhe diga...
Fazer a escrita como se faz a higiene: com resguardo e rotina, mas várias vezes sem pudor.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
http://www.bbc.co.uk/sport/0/football/16996060
Não sei se têm seguido a polémica entre Suárez e Evra. Pois se não, façam favor de desconectarem-se deste blog... Brinco, podem ler na mesma. Ha ha piadinha...bom...
Pois hoje essa polémica teve um clímax aquando do jogo entre o Manchester United e o Liverpool. No típico aperto de mão amigável antes do combate, Luis Suárez recusou-se a apertar a mão de Patrice Evra, levando este último a insurgir-se e a quase forçá-lo a voltar a trás. Ora, na minha opinião há dois aspectos que merecem inspecção de perto (sim, é sábado à noite e ando eu a avaliar de perto um aperto de mão entre dois futebolistas. A minha vida social oficialmente deu o berro):
1- Que um gajo ache que o outro TEM de o cumprimentar.
Ora...eu simpatizo completamente com o Evra, quantas vezes não nos dá a vontade - seja na rua, num café, no trabalho, seja onde for - de chegar ao pé de um presumidamente conhecido, pegá-lo pelos colarinhos, senão pelos cabelos, e pedir esclarecimentos do tipo. "Ouve lá meu filho da p*** (sim, é no Norte) somos vizinhos, frequentamos o mesmo café, já joguei uma partida de bilhar contigo e com a tua prima, no fim da qual me pediste gentilmente que lhe enfia-se a minha lingua na sua dita cuja por problemas de stress...esquema que só aceitei porque o melhor que tinha a fazer nesse dia era voltar para casa jogar PES - e tu agora só me dignas com um 'tá tudo?'. Mas que é esta M**da?? Exigo mais respeito c***lho! (repito, esta sequência passa-se no Norte)" A partir de agora, no mínimo quero um bacalhau e um sorriso sincero, ouviste. Tá claro?" Mas pronto....há lá uma certa 'etiqueta' chamam-lhe eles. Etiqueta essa que diz que se tem de respeitar a vontade e as emoções dos outros... Eu digo...pó c***lho com etiqueta! MUITO BEM EVRA.
2- Choque de Culturas.
Se não me engano tudo isto começou quando, num encontro entre estas duas equipas (uma das rivalidades mais acesas da história, fora o Al-Ahly e o Al-Masry) o Luis Suárez (Liverpool) no final de uma disputa de bola com Patrice Evra (Man Utd) lhe madou uma boca com a cereja 'negrito'. Ora de um ponto de vista inglês, e até francês, a palavra negrito ou negro pode muito bem ser considerada perjurativa, e é uma palavra que sei por experiência própria não é usual ouvir. Ora, Luís Suárez não é Europeu muito menos inglês (pimba! Boa boca Pedwar) é.....drum roll, SUL-AMERICANO. Negrito, acho, é uma palavra completamente desprovida de sentido racial, pelo menos com o peso que lhe atribuímos na Europa. Tenho cá para mim que o Suárez, ao proferir esse termo, apenas queria elogiar (de acordo com o mito urbano) o tamanho universal do pénis de Evra... Não sei se estou aqui a falar pelo ânus...
Acho que ao fim e ao cabo o que quero mesmo dizer com tudo isto é...amem os vossos filhos, sejam enteados ou não, e façam xixi antes de ir para a cama. Sim, é isso. Espero que tenham melhores coisas para fazer do que estar a lêr isto num sábado à noite. Tenho de ir...o vibrador chama...
Não sei se têm seguido a polémica entre Suárez e Evra. Pois se não, façam favor de desconectarem-se deste blog... Brinco, podem ler na mesma. Ha ha piadinha...bom...
Pois hoje essa polémica teve um clímax aquando do jogo entre o Manchester United e o Liverpool. No típico aperto de mão amigável antes do combate, Luis Suárez recusou-se a apertar a mão de Patrice Evra, levando este último a insurgir-se e a quase forçá-lo a voltar a trás. Ora, na minha opinião há dois aspectos que merecem inspecção de perto (sim, é sábado à noite e ando eu a avaliar de perto um aperto de mão entre dois futebolistas. A minha vida social oficialmente deu o berro):
1- Que um gajo ache que o outro TEM de o cumprimentar.
Ora...eu simpatizo completamente com o Evra, quantas vezes não nos dá a vontade - seja na rua, num café, no trabalho, seja onde for - de chegar ao pé de um presumidamente conhecido, pegá-lo pelos colarinhos, senão pelos cabelos, e pedir esclarecimentos do tipo. "Ouve lá meu filho da p*** (sim, é no Norte) somos vizinhos, frequentamos o mesmo café, já joguei uma partida de bilhar contigo e com a tua prima, no fim da qual me pediste gentilmente que lhe enfia-se a minha lingua na sua dita cuja por problemas de stress...esquema que só aceitei porque o melhor que tinha a fazer nesse dia era voltar para casa jogar PES - e tu agora só me dignas com um 'tá tudo?'. Mas que é esta M**da?? Exigo mais respeito c***lho! (repito, esta sequência passa-se no Norte)" A partir de agora, no mínimo quero um bacalhau e um sorriso sincero, ouviste. Tá claro?" Mas pronto....há lá uma certa 'etiqueta' chamam-lhe eles. Etiqueta essa que diz que se tem de respeitar a vontade e as emoções dos outros... Eu digo...pó c***lho com etiqueta! MUITO BEM EVRA.
2- Choque de Culturas.
Se não me engano tudo isto começou quando, num encontro entre estas duas equipas (uma das rivalidades mais acesas da história, fora o Al-Ahly e o Al-Masry) o Luis Suárez (Liverpool) no final de uma disputa de bola com Patrice Evra (Man Utd) lhe madou uma boca com a cereja 'negrito'. Ora de um ponto de vista inglês, e até francês, a palavra negrito ou negro pode muito bem ser considerada perjurativa, e é uma palavra que sei por experiência própria não é usual ouvir. Ora, Luís Suárez não é Europeu muito menos inglês (pimba! Boa boca Pedwar) é.....drum roll, SUL-AMERICANO. Negrito, acho, é uma palavra completamente desprovida de sentido racial, pelo menos com o peso que lhe atribuímos na Europa. Tenho cá para mim que o Suárez, ao proferir esse termo, apenas queria elogiar (de acordo com o mito urbano) o tamanho universal do pénis de Evra... Não sei se estou aqui a falar pelo ânus...
Acho que ao fim e ao cabo o que quero mesmo dizer com tudo isto é...amem os vossos filhos, sejam enteados ou não, e façam xixi antes de ir para a cama. Sim, é isso. Espero que tenham melhores coisas para fazer do que estar a lêr isto num sábado à noite. Tenho de ir...o vibrador chama...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Martha Marcy May Marlene
http://www.youtube.com/watch?v=ZPLqzVECEhU
Antes de mais queria transmitir a minha admiração pelo bonito aspecto deste blog, tanta cor faz-me sorrir a lamber o ecrã, pensava que eram chupa-chupas quando entrei aqui. Soube-me a pó, aí o meu consciente 'kicked in' e pensei "caraças António...a lamber o ecrã outra vez..." São instintos, e como se sabe é às vezes difícil lutar contra eles. Comigo são cores, adoro-as.
Quero aqui deixar a recomendação de um filme que vi recentemente e que acho pertinente em relação ao post de arba:a. É uma história de escape, escape em busca de algo mais simples e real e o que corre mal e bem nessa mesma experiência. Quando tudo o resto falha para quem ou o quê nos voltamos? Uma questão deveras importante especialmente neste clima actual. Existirá mesmo um sitio ou uma situação em que nos sintamos completamente realizados e pura e simplesmente bem? Não haverá uma parte de nós que estará sempre em luta connosco próprios em busca de algo mais?
Olhando ao meu redor vejo que há valores que deviam pertencer a um museu... É uma pena... Voltando ao filme recomendado, é em busca de valores, orientação, e acalmia que faltam à sua volta que a protagonista parte. E se escolhe regressar? Será a mesma pessoa que partiu?
PEDWAR from Reagentes signing out...
Antes de mais queria transmitir a minha admiração pelo bonito aspecto deste blog, tanta cor faz-me sorrir a lamber o ecrã, pensava que eram chupa-chupas quando entrei aqui. Soube-me a pó, aí o meu consciente 'kicked in' e pensei "caraças António...a lamber o ecrã outra vez..." São instintos, e como se sabe é às vezes difícil lutar contra eles. Comigo são cores, adoro-as.
Quero aqui deixar a recomendação de um filme que vi recentemente e que acho pertinente em relação ao post de arba:a. É uma história de escape, escape em busca de algo mais simples e real e o que corre mal e bem nessa mesma experiência. Quando tudo o resto falha para quem ou o quê nos voltamos? Uma questão deveras importante especialmente neste clima actual. Existirá mesmo um sitio ou uma situação em que nos sintamos completamente realizados e pura e simplesmente bem? Não haverá uma parte de nós que estará sempre em luta connosco próprios em busca de algo mais?
Olhando ao meu redor vejo que há valores que deviam pertencer a um museu... É uma pena... Voltando ao filme recomendado, é em busca de valores, orientação, e acalmia que faltam à sua volta que a protagonista parte. E se escolhe regressar? Será a mesma pessoa que partiu?
PEDWAR from Reagentes signing out...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Liberdade
Estou farto da apatia. Estou farto da melancolia. Quero a Vida, quero a Alegria, quero sol, quero mar, quero Natureza, quero os Amigos, quero Tudo. E quero que as exigências do Mundo e das responsabilidades vão para um local bem alto, no topo de um mastro...! Temos de trabalhar, é certo; faz frio, é certo; o dinheiro é curto, é certo; a política é reles, é certo; os outros têm todas as opiniões suficientes para te fazer render, é também certo; A esses também lhes digo que é hora, é mais do que hora, de começarem a trepar ao topo, bem alto, do mastro e se manterem por lá muitas horas...vigilantes!
Porque não rir? Porque não explorar? Porque não desfrutar, simplesmente? Porque não sair para a rua, dar um mergulho no mar, atirar um piropo, beber um copo? Porque não viver?
Eu quero o Verão!!!
É hora!
The truth has set me free!
Porque não rir? Porque não explorar? Porque não desfrutar, simplesmente? Porque não sair para a rua, dar um mergulho no mar, atirar um piropo, beber um copo? Porque não viver?
Eu quero o Verão!!!
É hora!
The truth has set me free!
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